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A enxaqueca é uma das doenças mais comuns e incapacitantes da humanidade.

Mas existe tratamento capaz de reduzir as crises e melhorar muito a qualidade de vida. Ao iniciar um tratamento é importante que se estabeleça uma expectativa realista sobre a evolução da doença. A causa da enxaqueca é genética, e por isso não existe cura conhecida. Por outro lado, com o tratamento, muitas pessoas passam a ter apenas crises eventuais e facilmente controláveis. Alguns ficam longos períodos sem dor e com o avançar da idade a doença pode regredir. Mas não é preciso esperar a aposentadoria melhorar!

O tratamento da enxaqueca tem 3 pilares fundamentais:

      1. Tratamento de cada crise de dor
      2. Tratamento preventivo, que diminui a frequência e intensidade das crises
      3. Medidas de estilo de vida que ajudam no controle da doença.

Vamos falar do tratamento preventivos: os medicamentos usados contra a enxaqueca.

Ao longo do tempo a medicina descobriu que alguns medicamentos usados para outras condições também são capazes de diminuir a frequência e a intensidade das crises de enxaqueca. As diferentes classes desses medicamentos são: anti-hipertensivos, antiepilépticos e antidepressivos.

Antidepressivos são medicações muito importantes para o tratamento da enxaqueca. Entretanto, existem muitos mitos a respeito dessa classe de tratamento. É frequente ouvir no consultório o receio de se tornar “viciado” em medicações antidepressivas. Outros temem que sejam medicamentos “muito fortes”. Esse é um grande mito pois essas medicações não causam dependência. Pessoas que necessitam utiliza-las por longo prazo têm uma doença mais grave ou não realizam as medidas não farmacológicas protetoras.

É claro que todo medicamento está sujeito a efeitos colaterais, e seu uso só se justifica quando os benefícios ultrapassam os riscos do medicamento. Entretanto, a maioria das pessoas que faz um tratamento com essas medicações tem boa resposta, e os efeitos colaterais quando presentes são bem tolerados.

Outra confusão frequente é quando o paciente considera que médico passou esse tipo de medicamento por achar que a dor de cabeça é “psicológica”. Não existe dor de cabeça “psicológica”. Apesar de a condição psíquica do indivíduo e comorbidades como depressão e ansiedade terem importante influência na piora das dores de cabeça, os antidepressivos são utilizados para pessoas com enxaqueca mesmo na ausência de outras doenças, e mostraram-se importantes ferramentas para reduzir a frequência e intensidade da dor e melhorar a qualidade de vida.

Existem dois grupos de antidepressivos com efeito bem comprovado na redução das crises de enxaqueca: os tricíclicos e os duais.

Não sabemos exatamente os mecanismos de ação dessas medicações, mas postula-se que a modelação de neurotransmissores seja capaz de atuar sobre as vias cerebrais moduladoras da dor.

Os antidepressivos tricíclicos mais utilizados são a amitriptilina e a nortriptilina. Os antidepressivos duais são mais usados são a venlafaxina e desvenlafaxina.

Um alerta importante é que nenhuma dessas medicações pode ser interrompida abruptamente, sem o acompanhamento médico, sob o risco de efeitos colaterais importantes.

Toda medicação pode gerar efeitos colaterais. É importante se informar durante a consulta e monitorar os eventuais efeitos colaterais durante o tratamento.

Para se ter o melhor resultado do tratamento não basta tomar a medicação preventiva. É preciso também saber tratar a crise corretamente, e adotar hábitos de vida protetores das crises de enxaqueca. Para saber mais, continue lendo os próximos posts!

Informação é fundamental para o melhor resultado do tratamento.

Dr. Marcio Nattan - Neurologista

Dr. Marcio Nattan é Neurologista pela FMUSP, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia e membro da International Headache Society. CRM-SP 149524

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