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A enxaqueca é uma das principais causas de incapacidade no mundo. Existem mais de 30 milhões de pessoas com enxaqueca no Brasil, e estudos mostram que apenas cerca de 4% das pessoas com enxaqueca passaram em consulta médica, tiveram um diagnóstico e receberam um tratamento adequado.

Sem um tratamento adequado, a enxaqueca pode evoluir de forma progressiva, com aumento da frequência das crises, redução da resposta ao tratamento com analgésicos, piora dos sintomas e comprometimento cada vez maior da qualidade de vida.

Pessoas que sofrem com crises frequentes e/ou incapacitantes precisam de um tratamento que leve em consideração 3 dimensões: 

      1. Como lidar com as crises;
      2. Medidas de estilo de vida protetoras;
      3. Tratamento preventivo. Hoje vamos falar sobre os primeiros medicamentos desenvolvidos especificamente para o tratamento preventivo da enxaqueca: Anticorpos Monoclonais contra o CGRP ou seu receptor.

A primeira pergunta é: afinal o que é o CGRP? O que ele tem a ver com a enxaqueca?

O CGRP (da sigla: Calcitonin Gene Related Pepitide), é uma molécula ricamente presente no sistema sensitivo da cabeça, descoberta na década de 80’. Ao observar que a concentração da molécula aumentava expressivamente durante uma crise de enxaqueca, e que era constantemente aumentada em quem tinha enxaquecas frequentes (crônicas), pesquisadores começaram a desenvolver medicamentos que miram essa molécula ou o seu receptor. O resultado foi bem sucedido e em 2018 foram lançadas no mercado americano e europeu as primeiras medicações dessa classe. Desde então, diversos estudos vem revelando o seu benefício e segurança.

Atualmente existem três moléculas disponíveis comercialmente no mundo: Erenumab, Fremanezumab e Galcanezumab. Apesar de já haver aprovação pela ANVISA, estes medicamentos ainda não estão disponíveis para comercialização no Brasil. Pacientes e comunidade científica aguardam a liberação para iniciar o uso.

A aplicação da medicação é feita com uma injeção subcutânea que é aplicada mensalmente. A aplicação mensal parece ser um fator que facilita a adesão ao tratamento.

Estudos apontam para um início de ação mais rápido que aquele observado entre as medicações orais. O efeito da medicação na redução da frequência e melhora da qualidade de vida vem sendo comprovado repetidamente, em diferentes estudos multicêntricos.

Um ponto importante em qualquer novo tratamento é a segurança da medicação. Nesse sentido os estudos até agora realizados vem apontando para um bom perfil de segurança. Efeitos colaterais são raros, quando comparados aos estudos com medicamentos orais. Os mais comuns são reação no local da injeção e constipação intestinal. Entretanto, os efeitos de longo prazo ainda permanecem em observação.

Apesar de nem todos os pacientes apresentarem uma boa resposta, os resultados dos estudos até agora publicados em geral são muito bons, e animadores para o futuro do tratamento da enxaqueca.

Se você sofre com enxaqueca e tem impacto em sua qualidade de vida, é fundamental que esteja em acompanhamento médico.

Para saber mais, continue lendo os próximos posts! Informação é fundamental para o melhor resultado do tratamento.

Dr. Marcio Nattan - Neurologista

Dr. Marcio Nattan é Neurologista pela FMUSP, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia e membro da International Headache Society. CRM-SP 149524

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