Dia Internacional de Conscientização: Cefaléia em Salvas

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A Cefaleia em Salvas é uma doença rara, mas extremamente incapacitante. Essa forma de dor de cabeça já foi chamada de cefaleia do suicida, tamanho o desespero que pode causar. O fato mais assustador é que o diagnóstico demora em média 10 anos para ser realizado!

Ela é mais comum em homens, e as características típicas são: dor muito intensa, exclusivamente de um lado da cabeça, comumente atrás do olho (sensação de uma facada ou agulhada), e que se acompanha de sintomas como lacrimejamento, vermelhidão ou inchaço do olho, escorrimento nasal, queda da pálpebra, sempre do mesmo lado da dor. Esse suplício pode durar de 15 minutos até 3 horas! Geralmente não aparece com uma crise isolada: pode se repetir até 8 vezes por dia, e por semanas a meses.

Esses sintomas não são normais, e são pouco comuns em outras formas de cefaleia ou outras doenças. Por isso devem levantar um alerta para essa condição.

O mais importante: existem tratamentos capazes de diminuir a dor, interromper a crise e até mesmo evitar que novos episódios se repitam.

Hoje, dia 21 de Março, é o dia Internacional de Conscientização da Cefaleia em Salvas.

Ajude a divulgar essas informações. Assim você pode mudar a história dessa doença!

Dr. Marcio Nattan - Neurologista

Dr. Marcio Nattan é Neurologista pela FMUSP, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia e membro da International Headache Society. CRM-SP 149524

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Bloqueio com Onabotulinumtoxina A para enxaqueca (Perguntas e Respostas)

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O bloqueio com Onabotulinumtoxina A é uma das formas de tratamento para enxaquecas.
Atualmente é preconizada para pessoas que sofrem com dores de cabeça por enxaqueca em mais de 15 dias no mês (pessoas com enxaqueca crônica).

Como funciona o bloqueio com Onabotulinumtoxina A?

A medicação é aplicada em diversos pontos da cabeça e é absorvida pelas terminações dos nervos da sensibilidade. Ao ser internalizada a medicação é capaz de reduzir a transmissão do sinal da dor gerada pelo fenômeno da enxaqueca. Assim seu efeito visa reduzir a frequência (quantidade de dias com dor) e intensidade das crises.

Como é feita a aplicação?

A Onabotulinumtoxina A é preparada no momento da aplicação, que é feita no ambiente do consultório. Utilizamos agulhas ultra-finas para o menor desconforto possível. Os pontos de aplicação seguem o protocolo internacional recomendando pelas principais instituições de neurologia e cefaleia (Protocolo PREEMPT).
A aplicação é então repetida após 3 meses, e novas aplicações podem ser realizadas conforme a indicação do neurologista.

Existem efeitos colaterais?

Assim como em qualquer forma de tratamento medicamentoso, também a aplicação de Onabotulinumtoxina A está sujeita a efeitos colaterais. Entretanto, com a apuração da técnica e seguindo-se o protocolo PREEMPT a frequência de efeitos colaterais é muito pequena (em media, menos de 5% dos pacientes). Os principais efeitos colaterais possíveis são: piora transitória da dor nos primeiros dias após a aplicação; dor cervical nas primeiras semanas; assimetria facial transitória;

Quais as vantagens do tratamento com Onabotulinumtoxina A?

A primeira vantagem é o comprovado efeito de melhora na frequencia e intensidade das crises de enxaqueca para pessoas com enxaqueca crônica. A maioria das medicações aprovadas para o tratamento da enxaqueca são comprovadamente eficazes nas pessoas com menor frequência de crises, enquanto a Onabotulinumtoxina A é comprovadamente eficaz para pessoas com dores mais frequentes.
Outra vantagem é a aplicação trimestral, não havendo necessidade de tomar medicações diariamente. Além disso há uma menor interação com outras medicações que o paciente possa eventualmente necessitar.

A Onabotulinumtoxina A serve para todo mundo?

Nenhum tratamento para enxaqueca atualmente conhecido é considerado eficaz para qualquer pessoa. Para escolha da melhor alternativa terapêutica é fundamental um conhecimento amplo da saúde do paciente, das comorbidades (outras doenças associadas), dos tratamentos previamente tentados e das preferências e escolhas pessoais. A educação do paciente sobre sua condição de saúde também é um ponto fundamental para o melhor resultado de qualquer tratamento.

Dr. Marcio Nattan - Neurologista

Dr. Marcio Nattan é Neurologista pela FMUSP, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia e membro da International Headache Society. CRM-SP 149524

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Enxaqueca

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A enxaqueca é uma condição muito comum em todas as sociedades e acompanha a humanidade há milênios. Encontramos registros no Egito antigo, na Grécia com Hippocrates e no Oriente Médio. Muito mais que uma dor de cabeça, a enxaqueca é uma condição crônica, que é caracterizada por herança familiar, e se desenvolvem em crises recorrentes que são compreendidas por até 4 fases:

    • Pródromos: sintomas inespecíficos que antecedem a crise em horas a dias. Exemplos comum são o bocejamento, a compulsão alimentar, o aumento da frequência da diurese, alterações de humor (euforia ou sintomas de depressão) e a sensação subjetiva de que uma crise se iniciará logo.
    • Aura: alteração neurológica focal e transitória, que geralmente antece de a dor, mas pode se desenvolver simultaneamente. A forma mais comum é a aura visual, que pode se desenvolver com escotomas visuais (falhas no campo da visão, que podem ser escuras ou brilhantes), e tem duração de 5 a 60 minutos. Apenas cerca de 20% das pessoas com enxaqueca desenvolvem o fenômeno da aura.
    • Cefaleia: a dor é geralmente unilateral, mas pode ser bilateral. O tipo de dor mais comum é a pulsátil ou latejante. Frequentemente acompanha náusea e desconforto causado pela luz ou pelo barulho. Caracteristicamente a dor piora com o esforço físico e pode melhorar com o sono. Pessoas em crise de enxaqueca tendem a procurar locais calmos e escuros para descansar.
    • Pós-crise: mesmo após terminada uma crise de enxaqueca, pode permanecer uma sensação de cabeça “pesada” e exaustão, que dura horas a poucos dias, até que haja resolução completa do episódio.

Mais comum nas mulheres, as crises têm frequência e duração variável entre as pessoas e para cada pessoa a depender do momento de vida.

Existem diversos fatores que podem ser um gatilho para o início de uma crise, e por vezes são confundidos com a causa da condição. Alguns exemplos comuns são: privação de sono, menstruação, excesso de estresse emocional, bebida alcoólica, alguns tipos de alimentos, uso excessivo de cafeína, entre outros. Existem diversas medidas para o tratamento da crise da enxaqueca, e quando o tratamento é realizado no início da crise a eficácia costuma ser muito maior. Quando os episódios se tornam recorrentes, ou quando são incapacitantes e não respondem bem ao tratamento agudo, deve ser iniciado um tratamento específico para evitar o acontecimento das crises. Esse tratamento é chamado de profilaxia. Vários medicamentos já foram estudados e mostraram grande benefício na redução das crises de enxaqueca. Entre eles encontramos alguns anti-hipertensivos, anti-epilépticos e anti-depressivos. Recentemente uma nova medicação específica para o tratamento de profilaxia da enxaqueca foi lançada nos Estados Unidos, e deve chegar ao Brasil nos próximos anos. Outra modalidade de tratamento com alta eficácia é a aplicação de toxina botulínica.

Todos os pacientes com enxaqueca devem receber orientações quanto aos fatores de risco para cronificação, que tornam os episódios cada vez mais comuns e dificultam muito a melhora com o tratamento. Os mais importantes são o estado emocional (sintomas de depressão ou ansiedade), o excesso de peso, as alterações do sono e o uso excessivo de analgésicos e cafeína. Por isso, o tratamento multidisciplinar é o que apresenta maior eficácia para pessoas com enxaqueca crônica. Com ajuda de profissionais como nutricionista, educador físico, fisioterapeuta, psicólogo e psiquiatra é possível reverter esse quadro que pode ser extremamente incapacitante.

Dr. Marcio Nattan - Neurologista

Dr. Marcio Nattan é Neurologista pela FMUSP, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia e membro da International Headache Society. CRM-SP 149524

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